domingo, 23 de outubro de 2011

A importância do auto-conhecimento na distinção entre o público e o privado

A sociedade pós moderna do século XXI contempla o desenvolvimento cada vez maior de um planeta globalizado. Dentre os resultados da globalização se destaca a internet, e em especial as redes sociais, que são utilizadas com a finalidade de interação. A interação com pessoas é uma necessidade inerente ao ser humano, e é exatamente neste ponto que cabe uma análise crítica, uma vez que com o objetivo de interagir, as pessoas têm sacrificado sua própria privacidade.
Como manter a "amizade virtual" sem se expor? Como estabelecer as fronteiras entre o que pode ser público, e o que é privado e pessoal? A resposta as perguntas feitas exigem uma análise do conceito de exposição. O que é se expor? A definição mais coerente afirmaria que a exposição ocorre a partir do momento em que o indivíduo prejudica a si mesmo e a outros passando informações de algo que deveria ser mantido em sigilo. Muitas vezes isto se dá de maneira inconsciente, e é motivado pela necessidade de interação social. Sendo assim, é conclusível que o primeiro passo para evitar a exposição seria a conscientização das próprias necessidades humanas, pois como é possível a cura de um defeito sem o conhecimento de sua causa?
A partir do momento em que tal conscientização ocorre, cabe a cada indivíduo estabelecer seus próprios limites. E neste ponto específico, não é possível uma generalização. Seria a mais ingênua engabelação, a crença de que é possível desenvolver uma teoria objetiva e universal sobre fronteiras entre o público e o privado de cada um. Pois quando se trata de comportamentos humanos não há uma matemática precisa. Estariamos circunflentes a uma ilusão e enxovalhariamos nossa razão ao desenvolver uma teoria que procura explicar de forma objetiva o que é subjetivo.
De forma que é possível concluir que o estabelecimento das fronteiras entre o público e o pessoal é algo de responsabilidade única de cada um, e que o discernimento de tais fronteiras só ocorrerá de maneira correta quando a pessoa for capaz de compreender as necessidades que impulsionam suas próprias ações.





*Obs: Redação do Enem

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

O que realmente faz sentido

Ontem assisti a uma palestra de Marcos Pontes, o primeiro astronauta brasileiro a ir para o espaço. Achei interessante o que ele disse se referindo ao momento em que lá do espaço viu a Terra. "Naquele momento, olhei para aquela bola azul em baixo de mim e pensei: 'Neste momento existem mais de 6 bilhões de pessoas estressadas e preocupadas com a sua rotina'. Talvez a vida seja bem mais simples que isso. Olhei de lá de cima e vi a nossa insignificância perante esse Universo imenso. E vi o quanto não damos valor as coisas que realmente importam. Deveriamos ter mais humildade para aceitar essas coisas. Gostaria que todos pudessem ter tido a visão que eu tive."

E isso tudo que ele disse faz sentido. Estamos circunflentes a uma rotina alucinante, e em nossa altivez interior não nos damos conta de nossos desvarios. Vivemos iludidamente uma existência embromeira, mendaz e falsa. Existimos mediocremente e em um ato de pura arrogância, não aceitamos baldeações. Nossas crenças são meras engabelanças. Enxovalhamos nossa razão, e fazemos do nosso Planeta um manicômio globalizado.
Somos ao mesmo tempo inteligentes e estúpidos. Quando vamos deixar de lado essa estupidez e nos prender aquilo que tem lógica? A vida, no fim das contas, não passa de um sopro, cabe a nós a sabedoria de saber aproveita-la com o que realmente faz sentido.

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

A procura de mim

Sou um ser como qualquer outro percorrendo as avenidas da existência e buscando minha própria essência.
Talvez seja exatamente neste ponto que se concentre toda a minha personalidade- nessa busca eterna por mim mesma-. Se é aqui que está todo o meu ser, no dia em que eu deixar de me procurar, deixarei de ser.
O que me faz acreditar que a vida é um constante nascimento, uma constante construção e reconstrução de quem sou. Um constante aprendizado com constantes mudanças. E tudo isso faz parte dessa busca, dessa procura que não cessará enquanto houver vida.
Acreditar que nasci pronta e tão auto suficiente a ponto de não precisar procurar nada, não passa de uma engabelança. São nas constantes baldeações que encontro meu próprio ser. E admitir isso, é ter consciência do quanto é realmente importante me procurar, não pelo prazer de me encontrar e sim pelo simples prazer da busca.

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Heroísmo

"Há efetivamente um heroísmo de virtude na altivez dessa mulher, que resiste a todas as seduções, aos impulsos da própria paixão como ao arrebatamento dos sentidos." Assim disse José de Alencar descrevendo a personagem Aurélia de seu livro Senhora.
Para o poeta árcade Tomás Antônio Gonzaga " O ser herói, Marília, não consiste/em queimar os impérios: move a guerra,/espalha sangue humano,/e despovoa a terra/ também o mau tirano./ Consiste o ser herói em viver justo:/ e tanto pode ser herói o pobre,/ como o maior Augusto./"
Para Pedro Bial -"Eu lhes apresento os novos heróis"- se referindo aos participantes de um reality show.
Afinal, com tantas definições, o que é realmente heroísmo? Eu concordo completamente com José de Alencar e Tomás Antônio Gonzaga, ao passo que a definição de Pedro Bial é totalmente questionável.
Há heroísmo em viver de forma justa, e há heroísmo em postergar, em negar seus próprios desejos a fim de obter algo superior. Heroísmo é tudo isso. Heroísmo está no pai que acorda cinco horas da manhã para trabalhar e sustentar sua família. Há heroísmo na personagem Aurélia, ao rejeitar a pessoa que gostava a fim de evitar sofrimentos futuros. E há heroísmo em alguém que rejeita os caminhos desonestos com o intuito de simplesmente se tornar uma pessoa confiável e honesta.
Atos heróicos, como já dizia Gonzaga, não estão apenas em grandes conquistas, estão nas decisões simples do dia a dia.

sábado, 8 de outubro de 2011

Inteligência ?

Era um momento negro para o pai da teoria evolucionista. Charles Darwin se deparava agora com o que muitas vezes ele mesmo denominou "um processo de seleção natural". Ele estava perto da morte, perto do momento em que daria o seu último suspiro, até que sua vida se dissiparia por completo. Aquele homem que por tanto tempo se considerou auto-suficiente, passava agora a lidar com a angústia, com a solidão e com o desespero da morte. O que Charles disse nesses momentos? "Yees, essa é a lei da vida os mais fortes sobrevivem!" Não, não foi isso que ele disse. Entre náuseas, vômitos e dor, Darwin gritava "Meu Deus, meu Deus!"
Por que a existência de Darwin contradisse sua própria teoria? Por que em seus derradeiros momentos o pai da evolução se apegou tão fortemente a vida, a ponto de negar em poucos segundos tudo aquilo em que creu e defendeu a vida inteira?
O que proporciona descrédito a teoria deles, da margem e razão a nossa teoria.
Que contraste entre a morte de Charles Darwin e a morte de Davi por exemplo. Enquanto Darwin clamava por Deus em uma tentativa desesperada de redimir a sua existência, enquanto Darwin sentia a angústia, a solidão e o fim eterno de sua existência, Davi em suas últimas palavras descrevia Deus como "Aquele que remiu a minha alma de toda a angústia". Não havia medo, havia paz. Que contradição, que diferença, que contraste entre o pai da evolução -o renomado cientista- e um homem que simplesmente entregou a vida a Deus e pode ver sua angústia se dissipar.
Talvez a explicação para isso tudo esteja exatamente na natureza da morte. Talvez a proximidade da morte revele quem nós realmente somos. No caso de Darwin, revelou o quanto ele sentiu ao longo de toda a sua vida essa necessidade de Deus. No caso de Davi, revelou o quanto ele aprendeu a confiar em Deus durante toda a sua vida.
É por isso que Deus é a lógica da minha vida. O pai da evolução foi tão inteligente, mas ao mesmo tempo tão limitado racionalmente, a ponto de ignorar suas próprias necessidades. Aprendi por meio disso que tentar trocar Deus por uma simples engabelança não faz o mínimo sentido, a maior demonstração de inteligência está em entender nossas próprias limitações e o quanto dependemos de um Ser superior a nós mesmos para suprir nossas necessidades.

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Eu já não sinto mais medo

Fui dormir preocupada.. Era mais um desses dias em que a gente tem mil e uma perguntas, e nenhuma resposta...
Peguei no sono, e sonhei que estava em um lugar escuro... Neste lugar chovia, e caiam raios por todas as partes. Vi que todas as pessoas estavam lá. Eu senti medo, senti angústia, e achei que eu estava perdida em um labirinto escuro, sem ter qualquer perspectiva de encontrar a saída. Foi nesta situação que alguém me disse que eu não precisaria ficar ali, porque quando eu leio o que Deus tem pra me dizer através da bíblia, eu sou "transportada" para outro ambiente.
Depois de ouvir isso, Deus apareceu -eu não O vi mas sabia que era ele-, e me levou pra um lugar seguro. As chuvas deixaram de existir, os raios já não caiam perto de mim, não havia escuridão, e não havia medo. Eu senti paz.
Em meio a essa paz, ouvi a voz de Deus, que me disse as seguintes palavras: "Amanda, não tenha medo, o que é dificíl pras pessoas, não será difícil pra você, porque eu estou contigo."

E todas as vezes em que eu me questiono, me preocupo com a vida, e com meus sonhos, todas as vezes em que tenho tantas perguntas e poucas respostas, eu ouço Deus me dizer essas palavras. De forma, que eu já não sinto mais medo, porque eu sei que eu tenho um Deus em quem eu posso confiar, Ele é a minha resiliência, é a força que me mantém de pé apesar dos problemas que eu possa enfrentar.
"Não tenha medo o que é difícil pras pessoas não é difícil pra você porque eu estou contigo". É essa a força que me faz continuar. É a certeza que eu tenho de que Deus tem um propósito pra minha vida, é a convicção de que a minha vida não é apenas uma existência sem nenhum sentido. Eu já não sinto mais medo.