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sábado, 24 de dezembro de 2011
O sorriso de dona Maria Raimunda
Conversei com aquela mulher. Era difícil lhe entender. Ela tinha um problema nas cordas vocais que fazia com que sua voz se tornasse praticamente inaudível. Entretanto foi possível descobrir alguns dados de sua vida.
Dona Maria Raimunda morava com o esposo já idoso em um bairro pobre afastado da cidade. Não era cuidada pelos filhos. Talvez os tivesse, eu não o sei... Mas se virava sozinha. Fora trazida até aquela ação solidária por uma vizinha, que se compadecendo da situação dos dois idosos os cadastrou para que recebessem cestas básicas. Era pobre. Vestia um vestido desbotado. Seu rosto era marcado por rugas. Seus cabelos grisalhos estavam presos com alguns grampos.
No decorrer de nossa conversa percebi que às vezes dona Maria ficava sem assunto. Sempre que isso acontecia, ela sorria. Tinha um sorriso espontâneo capaz de expor-me os poucos dentes que lhe restavam. Percebi nela a solidão. Não tinha com quem conversar. Agarrou-se a possibilidade de falar comigo com persistência, superando as dificuldades de sua própria voz. Em determinado momento quando quis responder-me uma pergunta, procurou meu ouvido para que eu pudesse compreendê-la. Neste momento dona Maria caiu. Fui tentar lhe ajudar, mas ela se levantou rapidamente disfarçando a queda. E sorriu.
O sorriso de dona Maria me causa admiração. Sabendo de sua história difícil me perguntei de onde aquela mulher tirava forças pra sorrir. Um sorriso tão largo, tão sincero. Não tinha vergonha de mostrar-me seus poucos dentes. A resiliência saltava de seu sorriso e de seus gestos me ensinando que existe força, existem formas de se encontrar superação. Ela fazia isso sem pensar em teorias ou palavras complexas. Fazia porque era assim. Havia aprendido a lidar com o sofrimento, havia aprendido a lidar com a dor, ignorava a periclitância da inconstância da vida. Sorria.
Nunca um sorriso foi capaz de me ensinar tanto. O sorriso de dona Maria Raimunda, dentre pausas de sua voz lânguida, rouca e quase inaudível me trouxe esperança. Não eram necessários dentes perfeitos e intactos, bastava sorrir, e se encontrava naquela senhora uma beleza surpreendente. Sua beleza não se passava por padrões estéticos, passava por seu sorriso e sua história. Nas entrelinhas daquele sorriso uma lição eterna: A resiliência. Seu sorriso era lindo. Era capaz de minorar a dor e os estertores de sua vida enxovalhada pela pobreza.
O tempo passou e eu precisei ir embora. Dirigi-me até ela, me despedi e lhe dei um abraço desejando um feliz natal. Ela me retribuiu o abraço dizendo “pra você também”. Em seguida olhou para mim, e sem dizer palavras me agradeceu com um sorriso...
terça-feira, 20 de dezembro de 2011
Remanescência
quarta-feira, 14 de dezembro de 2011
Periclitância
Fim - lê-se em seus lânguidos movimentos finais-.
Pudessem serem ouvidas também as palavras finais da infeliz formiguinha, e dentre os ecos de dor e desespero em meio a penumbra da solidão, ser-nos ia possivel distinguir um som que diria- "a vida é periclitante"-.
Periclitante. Demasiadamente periclitante. A vida da formiguinha foi periclitante, a vida humana é periclitante, a natureza, a vida e a humanidade unem seus destinos através da inconstância periclitante.
De um acidente de carro até a queda de um fio de cabelo. Da baixa da bolsa de valores e a crise financeira generalizada até um insignificante corte na pele. Fatos grandiosos e fatos quase imperceptíveis. Acontecimentos se unem em uma só voz para esboçar uma única verdade: a vida é periclitante. Vivemos periclitantemente em caminhos periclitantes.
O que será então do ser humano, pobre refém da incerteza, que edifica o que considera importante sobre os alicerces da inconstância?
"[Deus], ensina-me a contar os meus dias de tal forma que eu alcance um coração sábio" Salmos 90:12
quinta-feira, 8 de dezembro de 2011
Saber x verdades
Amar, amar é bom. Mas como explicar o amor a quem nunca se sentiu amado?
O mar, o mar é bonito. Mas como explicar o mar a quem nunca o viu?
A claridade, a claridade faz os olhos doerem. Mas como explicar essa dor a quem nunca usou seus olhos?
O piano, o piano tem um som bonito. Mas como explicar um som a quem nunca ouviu?
Correr, correr cansa. Mas como explicar o cansaço de uma corrida a quem nunca usou suas pernas?
-Sabemos do que conhecemos. Conhecemos o que vivenciamos. Vivenciamos o que nos é real. É real o que entendemos. Entendemos o que nos foi dado a oportunidade de entender. Julgamos verdades com base no no que sabemos.
-O saber não é único, saber algo não é saber tudo. Não há um saber absoluto.
-Há diferentes dimensões de um mesmo saber.
Quem sabe o que é o azul não sabe o que é não poder vê-lo.
Quem é amado não sabe o que é não ser amado.
Quem conhece o mar não sabe o que é não conhece-lo.
Quem sente a dor da claridade não sabe o que é não poder senti-la.
Quem ouve o som do piano não sabe o que é não conseguir ouvi-lo.
Quem já se cansou de tanto correr, não sabe o que é não poder correr.
-Sabemos do que conhecemos. Conhecemos o que vivenciamos. Vivenciamos o que nos é real. É real o que entendemos. Entendemos o que nos foi dado a oportunidade de entender. Julgamos verdades com base no que sabemos.
-Verdades não são translúcidas.
Ausência
Passamos anos de nossas vidas estudando átomos que nunca iremos ver, mas não aprendemos a decifrar as inquietações de nosso próprio ser. Somos estimulados pelo mundo e cobrados incessantemente, mas não somos capazes de nos ausentarmos um pouco e darmos um tempo pra nos entendermos. Nos tornamos alienados, somos mais comparáveis a máquinas ou robôs do que a seres humanos. Pois nos falta a nós mesmos, falta a nossa essência, e essa lacuna é tudo.
A ausência neste contexto faz-se necessária, pois ela não se mostra como uma falta, se mostra como a presença. Enquanto em meio a rotina causticante do dia a dia nos esvaimos e nos ausentamos de nós, a ausência nos traz novamente pra nosso ser. É tanto falta quanto presença, é tanto paradoxo quanto antítese.
sábado, 3 de dezembro de 2011
Opiniões
Neste contexto, o autor apresenta uma solução. Entretanto, é exatamente neste aspecto que se faz conveniente uma crítica.
A solução apresentada por Augusto Cury é a de que para se libertar do sistema é necessário se isolar da sociedade e viver contrariando as ideologias vigentes. Entretanto na minha opinião, a exclusão da sociedade e a vivência de ideologias avessas aos parâmetros capitalistas e pós-modernistas não nos torna necessariamente livres do sistema. Se o autor deseja apresentar uma solução convincente ao problema do controle irracional exercido pelo sistema-o qual neste contexto torna-se formador de meros reprodutores de opiniões, alienados por uma rotina causticante-, deveria em sua solução, apresentar uma hipótese que considerasse a oportunidade de uma convivência com o sistema e não uma exclusão total dele. Pois se não somos parte deste sistema, tornamo-nos vítimas dele, e isso, longe de ser uma solução, é um fator desencadeador de outras consequências desastrosas.
Paradoxos de mim
E é nesse aspecto que se mostra um dos mais perfeitos encaixes- as palavras carregadas de sentimentos-.
Outro dia ouvi alguém dizer que não era necessário falar sobre o que se sente, que os sentimentos são demonstrados e não ditos. Agir dessa forma é agir de forma ofensiva. É destruir e estilhaçar o que nos resta da perfeição.
Não se separam palavras de sentimentos. Aliás, eles sempre agirão em conjunto. Sentimentos não são expressos sem as palavras, tão pouco as palavras ganham significado sem sentimentos. Mera engambelação está em acreditar que se pode separar ambas as coisas. As palavras carregadas de sentimentos são as únicas capazes de penetrar nas lacunas do ser e trazerem a tona o que se faz necessário.
Trazendo a teoria para o lado pessoal, talvez eu tenha escrito isso porque eu sei o quanto preciso aprender nesse aspecto. Algumas vezes uso palavras sem sentimentos, outras vezes, sinto sem conseguir dizer. Sentimentos são complexos, me atemorizam. Ora pelo medo de que eles sejam ilusões, ora pelo medo de que eles sejam expressos e simplesmente dispersos, sem terem encontrado correspondência. Eu os deixo caiados, não os encaixo com as palavras, deixo que eles fiquem nas entrelinhas das frases que escrevo ou nas entrelinhas das frases que eu digo. Me expresso pouco, sou pouco espontânea, me tranco dentro de mim. Me abro pouco, me escondo mais. Contudo sinto demasiadamente. Falta em mim o uso dos encaixes, falta em mim o retorno aos tempos de infância, a dispersão de temores, e a ousadia de encaixar as peças perfeitas de um quebra-cabeça.
Comecei o texto em um tom, termino agora em um tom totalmente divergente e imprevisível. É que no meio disso tudo me dei conta de que quando me perco escrevendo, me perco porque escrevo pra mim. É uma conversa comigo mesma, e uma viagem ao interior do meu ser. As palavras estabelecem uma ponte entre dois extremos de quem sou. Me perco escrevendo, mas acho que me perderia de qualquer forma. Me perdi, mas paradoxalmente me encontrei aqui. São coisas subjetivas, impossíveis de serem explicadas. Não são escritas para serem entendidas, são escritas simplesmente para serem sentidas. Não seguem uma lógica ou uma precisão matemática, seguem a irracionalidade dos sentimentos, não é um texto escrito nas normas padrões, é na verdade, imprevisível. Não tem sentido aparente, o único sentido está em me trazer até mim.
sábado, 5 de novembro de 2011
Memórias
O melhor presente: Eu ia fazer dez anos. Minha família estava passando por uma séria crise financeira. Nós não tinhamos dinheiro. Eu possuia uma mente infantil e incapaz de compreender tudo o que estava acontecendo, mas eu sabia que as coisas estavam difíceis. Tinhamos acabado de voltar de Redenção no Pará. Viajamos mais de 5000 kilômetros em um palio velho e apertado. Lembro que o dinheiro começou a faltar, e depois de 3 meses morando em um hotel, e muitas coisas dando errado no trabalho de meu pai, voltamos pra Londrina. Me lembro do rosto de minha mãe pensativo, me lembro das orações fervorosas, me lembro das lágrimas dela. Dificilmente ela nos deixava transparecer, mas eu percebia a preocupação em seu rosto.
Foi nesse contexto que recebi o melhor presente da minha vida. Um mês depois que voltamos pra Londrina, foi o meu aniversário. Minha mãe me chamou, olhou nos meus olhos e disse: "Amanda, você sabe que a gente tá passando por momentos dificeis né? Sabe que o papai e a mamãe não tem como te dar o presente que você quer nesse ano. Mas a gente não vai esquecer do seu aniversário, e eu vou te dar um presente diferente." Senti (como sinto agora) um nó na garganta, não por não ganhar presente, mas por ver o esforço de minha mãe. Um dia, quando eu saí de casa e fui pra varanda, a vi sentada em um murinho, com uns pedaços de pano antigos que ela tinha guardado, ela os cortava e remendava. Ao seu lado, estava uma boneca velha que eu tinha (e tenho até hoje). Perguntei pra minha mãe o que ela fazia, e porquê estava com a Ana Paula (a boneca) ali. Ela me disse que fazia o meu presente. Eles eram roupas pra Ana Paula. Minha memória preserva intacta aquela cena. Eu me sentei ao lado de minha mãe e fui ajuda-la com as roupas da Ana Paula. Aquilo foi bom. As lágrimas rolam pela minha face quando eu lembro disso. Esse foi o meu melhor presente. Não custou dinheiro, não foi um brinquedo caro. Mas tinha algo que os brinquedos da loja não tinham, tinha amor. Não que os outros presentes que eu recebi não tivessem amor, mas aquele era uma sistematização desse amor. E estes retalhos antigos e floridos se tornaram pra mim um símbolo de cuidado. Não há nada superior a isso. Podem se passar os anos, mas sempre que eu me lembrar de presente, me lembrarei deste. Esta é uma das memórias que carregarei por toda a vida. Minha mente continuará preservando sem divergências a imagem daqueles retalhos. Eram azuis, tinham flores vermelhas. Pra qualquer um que o visse, eram apenas panos velhos, mas pra mim, era o próprio amor em um tecido.
A oração de meu pai: Estávamos fazendo um culto de pôr do sol, neste culto cantamos o hino "oração para uma criança" foi o hino cantado na minha apresentação a igreja. Quando terminamos de cantar, meu pai leu os seguintes trechos do hino: "Vem guiar os Seus passinhos, ensina-lo a caminhar no seguro e bom caminho, e em tua força confiar. Vem livra-lo da maldade que este mundo pode impor, Pai querido cuida dele, dá a ele o teu amor." E depois disse- "essa tem sido a minha oração dia após dia, durante todos os dias da vida de vocês, sem falhar nem um dia sequer".
Talvez seja por isso que eu sinto paz. Por isso que inexplicavelmente em momentos difíceis, sinto Deus me proteger. Talvez seja por isso que tenho aprendido a confiar em Deus. A oração de meu pai, todos os dias, sem falhar nem um dia sequer, é outra coisa que vai me acompanhar durante a vida toda. Os dias podem se passar, mas a minha memória continuará preservando intactas as palavras de meu pai. Fortes mãos vêm me esconder de perigos que eu não posso ver. Eu sei que acima de tudo, não estou sózinha nessa caminhada. As orações de meu pai me acompanham. Quantas vezes despertei durante a noite e vi ao lado de minha cama o meu pai ajoelhado orando por mim. A sua oração diária e incessante é o que não me permite desistir. É o que me ajuda a prosseguir.
Hoje me ajoelhei e agradeci a Deus por tudo isso, por todas essas memórias que me acompanham e sempre me acompanharão. Isso é parte do que sou, e nisso consiste a minha vida, deixar de lembrar dessas coisas é simplesmente deixar de viver. Enquanto houver vida, haverão memórias.
Beleza
Eu estava observando a rua, quando entrou em meu campo de visão uma senhora obesa e idosa que limpava a calçada de seu estabelecimento comercial. Vi aquilo e pensei- qual foi a vida dessa mulher? Será que algum dia ela já foi bonita?-. Enquanto meus pensamentos se formavam em minha mente, não pude deixar de observar a dedicação empregada por ela para realizar o seu trabalho árduo. E de repente pensei- Não há como saber se algum dia ela já foi bonita segundo os padrões sociais mas uma coisa é certa, existe beleza nessa senhora. E essa beleza não se silenciou com o tempo, nem com os seus cabelos brancos ou com as rugas, que são um lembrete constante da efemeridade da vida. Essa beleza transpôs as barreiras do tempo, e talvez por isso seja bela-.
O que é beleza? A observação da realidade me leva a crer que a beleza vai além do exterior. É algo mais profundo e mais subjetivo do que padrões de uma sociedade capitalista. Muitas vezes a beleza passa despercebida porque estamos circunflentes a uma alienação que nos move a acreditar que o belo está no exterior. Como resultado, adquirimos uma visão limitada.
Há pessoas bonitas por todas as partes. Por trás de rostos disformes - ora pelo tempo, ora pela própria natureza- muitas vezes existem personalidades belas. A vida seria mais bonita se nos permitissemos analisar essas belezas.
Olhei novamente para aquela mulher. Em cada ruga vi a beleza da luta . Em cada cabelo branco vi a beleza da experiência. E todas as vezes que ela limpava o suor e varria a calçada, vi a beleza da persistência. Vi uma mulher bonita. Ela não usava maquiagens, não vestia uma roupa atraente, não usava sapatos caros. Mas trazia em cada ato retratos de uma vida, e isso era o suficiente para torna-la bela. Mais bela do que mulheres bem vestidas e bem cuidadas, mais bela do que modelos e artistas. E era bela assim, por continuar lutando e vivendo.
quarta-feira, 2 de novembro de 2011
Luas
Talvez essa lua represente tudo o que é presente e constante. Com o tempo temos a tendência de esquecermos das belezas de todos os dias. Nossa vida torna-se mera rotina. Esquecemos de agradecer. Tornamo-nos escravos da monotonia.
Hoje resolvi reparar nas "luas" da vida. Me ajoelhei e agradeci a Deus pelas "luas" que Ele me concedeu. E vi que a vida é bela, impressionantemente bela, extremamente bela. Essa beleza me assombra e me maravilha, ultrapassa meu entendimento.
O tempo da vida
Na primeira sílaba
A consoante esvanecida
sem que a língua atingisse o alvéolo.
O que jamais se esqueceria
Pois nunca principiou a ser lembrado.
O campo- Havia, havia um campo?
irremediavelmente murcho em sombra
antes de imaginar-se a figura
de um campo.
A vida não chega a ser breve" Carlos Drummond Andrade
"A vida não chega a ser breve", não poderia ser. A proximidade do fim faz com que tudo se pareça breve. Pudéssemos viver mil anos, e ao findar esses mil anos ainda diriamos que a vida foi mero sopro, mera ridicularia. Não é a vida que é curta, é o fim que torna o tempo decorrido anteriormente insignificante perante o abismo da morte. Ao se comparar o tempo da vida com outros tempos, a vida se mostra longa. Entretanto quando enxergamos seu remate, observamos a efemeridade do tempo. "A vida não chega a ser breve", talvez seja o tempo, que quando analisado sob as óticas de outros referenciais, se mostre extremamente ilusório, extremamente engabelante e extremamente inconstante.
domingo, 23 de outubro de 2011
A importância do auto-conhecimento na distinção entre o público e o privado
A sociedade pós moderna do século XXI contempla o desenvolvimento cada vez maior de um planeta globalizado. Dentre os resultados da globalização se destaca a internet, e em especial as redes sociais, que são utilizadas com a finalidade de interação. A interação com pessoas é uma necessidade inerente ao ser humano, e é exatamente neste ponto que cabe uma análise crítica, uma vez que com o objetivo de interagir, as pessoas têm sacrificado sua própria privacidade.
Como manter a "amizade virtual" sem se expor? Como estabelecer as fronteiras entre o que pode ser público, e o que é privado e pessoal? A resposta as perguntas feitas exigem uma análise do conceito de exposição. O que é se expor? A definição mais coerente afirmaria que a exposição ocorre a partir do momento em que o indivíduo prejudica a si mesmo e a outros passando informações de algo que deveria ser mantido em sigilo. Muitas vezes isto se dá de maneira inconsciente, e é motivado pela necessidade de interação social. Sendo assim, é conclusível que o primeiro passo para evitar a exposição seria a conscientização das próprias necessidades humanas, pois como é possível a cura de um defeito sem o conhecimento de sua causa?
A partir do momento em que tal conscientização ocorre, cabe a cada indivíduo estabelecer seus próprios limites. E neste ponto específico, não é possível uma generalização. Seria a mais ingênua engabelação, a crença de que é possível desenvolver uma teoria objetiva e universal sobre fronteiras entre o público e o privado de cada um. Pois quando se trata de comportamentos humanos não há uma matemática precisa. Estariamos circunflentes a uma ilusão e enxovalhariamos nossa razão ao desenvolver uma teoria que procura explicar de forma objetiva o que é subjetivo.
De forma que é possível concluir que o estabelecimento das fronteiras entre o público e o pessoal é algo de responsabilidade única de cada um, e que o discernimento de tais fronteiras só ocorrerá de maneira correta quando a pessoa for capaz de compreender as necessidades que impulsionam suas próprias ações.
*Obs: Redação do Enem
sexta-feira, 21 de outubro de 2011
O que realmente faz sentido
E isso tudo que ele disse faz sentido. Estamos circunflentes a uma rotina alucinante, e em nossa altivez interior não nos damos conta de nossos desvarios. Vivemos iludidamente uma existência embromeira, mendaz e falsa. Existimos mediocremente e em um ato de pura arrogância, não aceitamos baldeações. Nossas crenças são meras engabelanças. Enxovalhamos nossa razão, e fazemos do nosso Planeta um manicômio globalizado.
Somos ao mesmo tempo inteligentes e estúpidos. Quando vamos deixar de lado essa estupidez e nos prender aquilo que tem lógica? A vida, no fim das contas, não passa de um sopro, cabe a nós a sabedoria de saber aproveita-la com o que realmente faz sentido.
quarta-feira, 12 de outubro de 2011
A procura de mim
Talvez seja exatamente neste ponto que se concentre toda a minha personalidade- nessa busca eterna por mim mesma-. Se é aqui que está todo o meu ser, no dia em que eu deixar de me procurar, deixarei de ser.
O que me faz acreditar que a vida é um constante nascimento, uma constante construção e reconstrução de quem sou. Um constante aprendizado com constantes mudanças. E tudo isso faz parte dessa busca, dessa procura que não cessará enquanto houver vida.
Acreditar que nasci pronta e tão auto suficiente a ponto de não precisar procurar nada, não passa de uma engabelança. São nas constantes baldeações que encontro meu próprio ser. E admitir isso, é ter consciência do quanto é realmente importante me procurar, não pelo prazer de me encontrar e sim pelo simples prazer da busca.
segunda-feira, 10 de outubro de 2011
Heroísmo
Para o poeta árcade Tomás Antônio Gonzaga " O ser herói, Marília, não consiste/em queimar os impérios: move a guerra,/espalha sangue humano,/e despovoa a terra/ também o mau tirano./ Consiste o ser herói em viver justo:/ e tanto pode ser herói o pobre,/ como o maior Augusto./"
Para Pedro Bial -"Eu lhes apresento os novos heróis"- se referindo aos participantes de um reality show.
Afinal, com tantas definições, o que é realmente heroísmo? Eu concordo completamente com José de Alencar e Tomás Antônio Gonzaga, ao passo que a definição de Pedro Bial é totalmente questionável.
Há heroísmo em viver de forma justa, e há heroísmo em postergar, em negar seus próprios desejos a fim de obter algo superior. Heroísmo é tudo isso. Heroísmo está no pai que acorda cinco horas da manhã para trabalhar e sustentar sua família. Há heroísmo na personagem Aurélia, ao rejeitar a pessoa que gostava a fim de evitar sofrimentos futuros. E há heroísmo em alguém que rejeita os caminhos desonestos com o intuito de simplesmente se tornar uma pessoa confiável e honesta.
Atos heróicos, como já dizia Gonzaga, não estão apenas em grandes conquistas, estão nas decisões simples do dia a dia.
sábado, 8 de outubro de 2011
Inteligência ?
Por que a existência de Darwin contradisse sua própria teoria? Por que em seus derradeiros momentos o pai da evolução se apegou tão fortemente a vida, a ponto de negar em poucos segundos tudo aquilo em que creu e defendeu a vida inteira?
O que proporciona descrédito a teoria deles, da margem e razão a nossa teoria.
Que contraste entre a morte de Charles Darwin e a morte de Davi por exemplo. Enquanto Darwin clamava por Deus em uma tentativa desesperada de redimir a sua existência, enquanto Darwin sentia a angústia, a solidão e o fim eterno de sua existência, Davi em suas últimas palavras descrevia Deus como "Aquele que remiu a minha alma de toda a angústia". Não havia medo, havia paz. Que contradição, que diferença, que contraste entre o pai da evolução -o renomado cientista- e um homem que simplesmente entregou a vida a Deus e pode ver sua angústia se dissipar.
Talvez a explicação para isso tudo esteja exatamente na natureza da morte. Talvez a proximidade da morte revele quem nós realmente somos. No caso de Darwin, revelou o quanto ele sentiu ao longo de toda a sua vida essa necessidade de Deus. No caso de Davi, revelou o quanto ele aprendeu a confiar em Deus durante toda a sua vida.
É por isso que Deus é a lógica da minha vida. O pai da evolução foi tão inteligente, mas ao mesmo tempo tão limitado racionalmente, a ponto de ignorar suas próprias necessidades. Aprendi por meio disso que tentar trocar Deus por uma simples engabelança não faz o mínimo sentido, a maior demonstração de inteligência está em entender nossas próprias limitações e o quanto dependemos de um Ser superior a nós mesmos para suprir nossas necessidades.
quinta-feira, 6 de outubro de 2011
Eu já não sinto mais medo
Peguei no sono, e sonhei que estava em um lugar escuro... Neste lugar chovia, e caiam raios por todas as partes. Vi que todas as pessoas estavam lá. Eu senti medo, senti angústia, e achei que eu estava perdida em um labirinto escuro, sem ter qualquer perspectiva de encontrar a saída. Foi nesta situação que alguém me disse que eu não precisaria ficar ali, porque quando eu leio o que Deus tem pra me dizer através da bíblia, eu sou "transportada" para outro ambiente.
Depois de ouvir isso, Deus apareceu -eu não O vi mas sabia que era ele-, e me levou pra um lugar seguro. As chuvas deixaram de existir, os raios já não caiam perto de mim, não havia escuridão, e não havia medo. Eu senti paz.
Em meio a essa paz, ouvi a voz de Deus, que me disse as seguintes palavras: "Amanda, não tenha medo, o que é dificíl pras pessoas, não será difícil pra você, porque eu estou contigo."
E todas as vezes em que eu me questiono, me preocupo com a vida, e com meus sonhos, todas as vezes em que tenho tantas perguntas e poucas respostas, eu ouço Deus me dizer essas palavras. De forma, que eu já não sinto mais medo, porque eu sei que eu tenho um Deus em quem eu posso confiar, Ele é a minha resiliência, é a força que me mantém de pé apesar dos problemas que eu possa enfrentar.
"Não tenha medo o que é difícil pras pessoas não é difícil pra você porque eu estou contigo". É essa a força que me faz continuar. É a certeza que eu tenho de que Deus tem um propósito pra minha vida, é a convicção de que a minha vida não é apenas uma existência sem nenhum sentido. Eu já não sinto mais medo.
sábado, 10 de setembro de 2011
Quem é Deus pra mim?
Me lembrei de inúmeras vezes em que me esforcei tanto pra realizar uma prova, e tirei nota baixa.
Me lembrei das vezes em que ouvi pessoas me humilhando, e dizendo que eu fiz o que não havia feito.
Me lembrei das vezes em que me tranquei no meu quarto, e senti angústia senti que a vida não passa de um sopro, que nada nela faz sentido algum. Procurei respostas pra minha existência, mas não as achei.
Me lembrei das inúmeras vezes que errei, das inúmeras vezes que parei de confiar em mim, e que senti a dor da rejeição. Também me lembrei daquele impulso que senti de simplesmente perder a fé em tudo- nas pessoas e em mim-.
Quantas vezes, perdi totalmente a luz e me vi perdida em um labirinto escuro.
Entretanto, também vi que quando eu tirei notas baixas, Deus me mostrou que que era possível recuperar. Não houve nenhuma nota que eu não recuperei, e quando olho pra isso, vejo que não foi por mim. Eu não teria essa força. Foi Deus, com uma força maior que eu mesma que me fez superar meus próprios limites.
Sempre que ouvi alguma humilhação, e alguém dizendo de mim algo que me deixou triste, Deus me mostrou pessoas que acreditaram em mim e que me amavam.
Quando senti a angústia de procurar respostas pra minha existência e não encontra-las, Deus me mostrou que eu jamais as encontraria com minha visão limitada, me mostrou que Ele tinha as respostas que eu precisava. E Deus tirou a minha angústia, e me trouxe a paz.
Quando eu errei, Deus me deu forças pra consertar meus erros e ir pelo caminho certo.
Quando eu fui rejeitada, Deus me aceitou, e quando eu ia perdendo a fé nas pessoas e em mim, Deus me mostrou de inúmeras formas que Eu podia acreditar em mim, porque não era simplesmente eu, era Ele em mim, e eu não estava mais sózinha.
Todas as vezes em que entrei num labirinto sem luz, Deus foi minha luz. Sempre que quis desistir de tudo, Deus foi a força que me fez continuar. Sempre que me senti só, Deus foi a minha companhia. Quando eu não tinha perspectiva, Deus me ensinou a sonhar. Quando a vida me pareceu ser totalmente sem sentido, Deus foi a minha esperança. Sempre que senti dor, Deus foi meu lenitivo. E em todos os momentos que me senti angustiada, Deus foi a minha paz.
De forma que não sinto mais medo, porque eu tenho um Deus que me faz superar todos os motivos pelos quais eu teria razão para temer.
Então, acho que se alguém me perguntasse hoje quem é Deus pra mim, eu diria que Ele é a minha resiliência. É a força que me mantém de pé apesar dos problemas.
sábado, 13 de agosto de 2011
Depende do ponto de vista
segunda-feira, 8 de agosto de 2011
Todas as coisas
Todas as perguntas me levam a uma resposta
E todas as respostas me levam até Deus.
Frutos do meio ?!
Dizem que somos frutos do meio. No caso de essa afirmação ser verdadeira, nós não existimos. Tudo o que somos não passa de uma ilusão. Não somos nós, somos o meio em nós . Poderiamos ser qualquer outra coisa dependendo do meio em que vivemos. E é nesse sentido, que na essência, somos todos iguais.
Entretanto, cheguei a conclusão de que a afirmação que diz que somos frutos do meio, não passa de uma hipérbole. Não que inexista qualquer resquício de verdade nela, (a afirmação de que na essência somos todos iguais, continua válida) mas dizer que somos o lugar onde estamos, não pode ser verdade. Mesmo porque, cada um de nós, embora cheguemos ao mundo da mesma forma, ao passo em que vamos crescendo, temos a oportunidade de escolher quem queremos ser. O meio pode nos influenciar, mas não somos frutos dele. Afinal, se fosse assim, não teriamos controle sobre nossas próprias ações, e aquela antiga história de que somos seres racionais não seria real.
Afinal, quem somos nós? Frutos do meio? Não é o que eu diria, eu diria que somos frutos de nossas escolhas.
Tenho agora, um papel em branco e um lápiz na minha mão, está sob meu poder escrever a história da minha vida. São poderes concedidos a mim só e mais ninguém, e eu escrevo essa história a cada momento, a cada segundo em que tenho que enfrentar uma situação dificíl, o poder é todo meu, a responsabilidade é toda minha. E eu espero, que no fim, eu possa relembrar de uma história que valha a pena ser lembrada.
segunda-feira, 25 de julho de 2011
Contentando-me
domingo, 1 de maio de 2011
Paradoxos da ciência
É interessante e paradoxal, que o que eu tenha descoberto em minhas pesquisas tenha me dado uma visão muito diferente da visão que meu livro de história tentou me passar.
Pra começar, meu livro dedicou apenas meio capítulo pra falar sobre essa civilização. Enquanto outros povos receberam um capítulo inteiro. Qual a razão? Talvez eles diriam que a civilização hebréia tem pouca coisa interessante a ser estudada. Mas isso não é verdade ! Essa antiga civilização possui em suas leis civis um avanço científico que foi descoberto pela sociedade apenas no final do século XIX, muito tempo depois de terem recebido suas leis. Até hoje, esse povo está na frente de grandes potências mundiais no que diz respeito a saúde e qualidade de vida, com uma expectativa de vida que é a maior do mundo. Então como dizer que não há nada importante a ser estudado sobre eles?
O meu livro trazia ideias absurdas, como a de que no povo de Israel a mulher era tratada como um objeto! Como ? Se pela lei, a mulher recebia amparo para que após ter dado a luz a um filho, para que passasse tempo descançando ? Coisa que nenhuma sociedade da época fazia! A lei ainda ia mais além em dizer que quando a mulher menstruasse, tinha direito a ficar 07 dias impura, o que quer dizer que não poderia trabalhar. Isso implicava em descanço para ela. Oxalá a nossa sociedade capitalista atual, ainda permitisse que as mulheres tivessem direito a 07 dias de descanso quando estivessem passando por seus dias ruins ..
Se uma mulher ficasse viúva, nunca ficaria desamparada, pois havia leis que davam cobertura á elas. Por exemplo, todo agricultor tinha o dever de deixar sempre uma sobra em suas plantações para as viúvas poderem colher para si e para seus filhos. Havia também uma outra lei, a chamada lei do levirato que possibilitava uma viúva ser resgatada pelo parente mais próximo de seu marido morto. Assim, ele compraria as propriedades que foram do marido e se casaria com a viúva.
É Irônico que o livro ainda ouse dizer que a mulher era tratada como um objeto. Por que não dizer que é a mulher de hoje que é tratada como um objeto? Ora, a televisão mostra mulheres semi nuas dançando. e incutindo nos próprios homens, a visão de que a mulher é só corpo, nada mais. E de repente, vemos homens usando mulheres apenas como objeto de seu prazer! Iludem as mulheres porque tem a visão [inconsciente] de que a mulher só serve pra isso... Pra dar prazer e nada mais. Quer visão mais machista e mais absurda do que essa? Pra mim, isso é bem mais absurdo do que a visão do povo israelita em relação a figura feminina.
O povo de Israel dava valor a família. Eles tinham leis que valorizavam o convívio familiar. Sendo assim, a mulher não era vista apenas como objeto de prazer, ou qualquer outra coisa. Ela era tratada com respeito e dignidade. Os relatos escritos pelo próprio povo mostram isso. Há inclusive um caso escrito, de que um homem de Israel amou uma mulher que era prostituta. Ele casou-se com ela, mas ela logo fugiu de casa. É interessante que ele ao ver que sua amada tinha fugido, não a procurou e a obrigou a ficar, mas a pediu com carinho pra voltar. E assim vez após vez, essa mulher fugia, e ele ia atrás. Veja bem, se a mulher fosse mesmo um objeto, ele teria exercido seu autoritarismo e obrigado que ela ficasse. Mas ele não fez isso, o que prova que a mulher era muito mais que um objeto.
Mas alguém ainda poderia dizer: Ah, mas se a mulher adulterasse, era apedrejada. Siim, mas segundo a lei, não só a mulher, como também o homem que tivesse adulterado com ela. E o propósito da lei, era valorizar a família. Se existe um fato que é gerador da criminalidade atual, é a desestruturação de famílias, e a lei de Israel de alguma forma, evitava isso. Então veja bem, a afirmação de que a mulher era um objeto, não possui base alguma, nas leis do próprio povo, e é absurda.
O povo de Israel tambem possuia leis de saúde impressionantes. Eles não poderiam comer carnes como de porco, também não poderiam comer gordura. nem sangue. Além disso, não poderiam tocar em cadáveres, tanto de animal. quanto humano.
Hoje a ciência prova que a carne de porco é perigosa, aumenta o colesterol e abriga uma bactéria chamada Taenia soliun, que pode levar o indivíduo a morte.
Quanto a não pegar em cadáveres, é claro a intenção dessa lei! Já que em um mundo que desconhecia os seres microsópicos, muitas doenças perigosas eram adquiridas assim, entrando em contato com algum animal ou pessoa morta.
De repente, começo a entender porque o meu livro não quer tratar desses assuntos... Escrever todas essas coisas impressionantes, sobre um povo, que ironicamente era monoteísta, e acreditava em Deus, daria brecha a uma contradição absurda que provém do fato de não haver como explicar um avanço tão grande no quesito saúde e organização social em relação ao mundo da época . Já que os israelitas logicamente não possuiam qualquer tipo de microscópios ópticos ou eletrônicos que permitissem sequer um vislumbre de observação dos microorganismos causadores de tantas doenças, que suas leis previniam. Como meu livro conseguiria explicar esse fato, sem recorrer a existência (a qual os próprios relatos hebreus mencionam) de um Ser supremo e inteligente que tinha conhecimento sobre seres microscópicos que o mundo da época nem sonhava que poderiam existir? Provavelmente, meu livro precisaria recorrer a teorias absurdas. Quem sabe não formulariam a hipótese de que as leis desse povo surgiu por geração expontânea, ou que elas foram resultado de uma evolução que durou milhares de anos? Se eles afirmam que a complexidade da vida surgiu assim, não me admiraria que fossem capazes de afirmar que as leis israelitas surgiram da mesma forma. Quem sabe não foram microorganismos que se fossilizaram em uma folha de papiro, e com a ação do sol, os seus corpos fossilizados formaram letras que deram origem a palavras, estas deram origem a frases, que por fim, deram origem as leis? (kkkk)
É, Pra que não precisassem recorrer a esse tipo de teoria, preferem esconder, omitir a verdade. E nós, alunos, achamos que estamos aprendendo alguma coisa, quando toda a informação que estamos recebendo, não passa de uma tentativa louca de tirar Deus do quadro. Só que ao fazerem isso, não conseguem perceber que o quadro para de fazer sentido. Parece que falta algo. Mas ninguém se questiona, as pessoas aceitam tudo , sem parar pra pensar no que estão aceitando. Se fossem capazes de pensarem por si só, veriam que muito do que aceitam não faz o menor sentido.
Se a ciência deseja ser verdadeira, deve considerar todas as hipóteses possíveis, e não exclui-las simplesmente por tabus.
"A ciência frequentemente se dá ao luxo de discutir diversas especulações e hipóteses, como a existência de outros universos além do nosso ou a vida se originando completamente por si. Se quiser ser coerente, a ciência deve também estar disposta a considerar a possibilidade de que existe um Deus . Com essa mentalidade imparcial, a ciência, considerando Deus uma hipótese provável, poderia enfim encontrá-Lo." Ariel A. Roth
segunda-feira, 11 de abril de 2011
E quanto ao tempo ?
Esses dias li que se você sair do planeta terra, e viajar a velocidade de alguns anos luz, quando chegasse na terra teria visto que seus amigos e parentes já teriam morrido. Justamente por isso, alguns cientistas acreditam que o tempo não existe.
Se o dicionário estiver correto, o tempo depende de um corpo. Tudo depende do referencial que se adota.
Então, o tempo é relativo. Se o tempo é relativo ele não existe?
Ou ele existe porque é relativo ?
Ou o tempo existe só pra nós?
Afinal, o que é tempo no nosso contexto?
E por que ele passa tão rápido se é relativo?
Ou Se o tempo é relativo, não é ele que passa rápido, mas nós que não o vemos passar?
É possível se dar tempo ao tempo ?
será que alguém sabe me responder?
domingo, 10 de abril de 2011
Onde está?
"Onde está a vida que perdemos vivendo?
Onde está a sabedoria que perdemos com o conhecimento?
Onde está o conhecimento que perdemos com a informação?
Os ciclos do céu em vinte séculos nos levaram pra mais longe de Deus e mais próximos do pó."
Onde está a vida que perdemos vivendo ?
Parece que foi ontem, que eu era só uma criança, não me preocupava com provas, nem me preocupava com o quanto podia confiar ou nao nas pessoas, não acreditava que alguém poderia me desapontar, nem fazia ideia do mundo como ele é... Mas parece que de repente, em um simples momento as coisas mudam tanto, a gente cresce, a gente amadurece, a gente aprende...
Mas o tempo passa... :(
E é isso que me incomoda... Saber que o tempo sempre passa, e nunca volta...
E ai, a vida voa, os momentos mudam... E a gente cai na rotina, e tudo entra em um círculo vicioso, e eu me vejo girando, e não conseguindo parar... Sem ter tempo pra mim, sem ter tempo pra quem eu amo, sem ter tempo pra nada... E eu ainda sou tão nova, pra cair assim na rotina, pra me viciar assim nessa perda de tempo .
E ontem, eu parei, e me perguntei .. Onde está a vida que eu perdi vivendo ?
Resolvi mudar... Resolvi mudar tudo! Mudei as minhas prioridades, mudei meu jeito de agir, e parei. Parei de girar, parei de correr em torno desse labirinto sem fim, onde nada faz sentido.
E quando os anos se passarem, e quando tudo mudar, eu quero saber, eu quero ter a resposta pra minha pergunta. Quero saber onde está a vida que eu perdi vivendo... Quero ter certeza que ela não foi vã, que eu não a perdi girando em torno de coisas sem sentido, mas que eu encontrei a lógica da minha vida, e vivi por ela.
domingo, 27 de março de 2011
Toda dor é a mesma
sábado, 26 de março de 2011
A única coisa inquestionável .
sexta-feira, 25 de março de 2011
Amor X Sofrimento
Ai surgiu a dúvida, se todo amor sofre e mesmo assim muita gente continua amando, o que é o sofrimento pra quem ama?
E o que é o amor pra quem ama?
E é o sofrimento que deixa de existir quando existe o amor, ou é o amor que da forças pra quem ama suportar o sofrimento?
Será que Alguém sabe me responder?
Welcome!
Foi por isso que decidi criar esse!
O objetivo principal nem é que as pessoas leiam , mas que eu mesma possa me encontrar.. =D
É que as vezes eu me perco dentro de mim e de minhas dúvidas. Então, o objetivo de todas as postagens que eu fizer aqui é unicamente organizar minhas próprias ideias, e responder a mim mesma minhas próprias dúvidas..
Então, seja bem vindo, só "não se perca ao entrar no meu infinito particular"...