Afeiçoo-me ao teu falar porque me sinto como ausente.
E há muito me ouves e minha voz não te toca...
Afeiçoo-me ao teu escutar porque te falo, mas me escutas muda, e não me entendes.
Afeiçoo-me ao teu olhar, porque não me vês, e permaneço a ti como pedra imóvel.
Afeiçoo-me a um sonhar utópico, porque a utopia me faz viver em um terreno inóspito de um imaginário ilusório.
Afeiçoo-me a ti, porque emerges das coisas cheias de mim e preenches lacunas inexistentes de espaços vazios e completos.
Afeiçoo-me aos reflexos de minhas imagens, porque os olho e te vejo no que sou e não sou.
E há muito me ouves e minha voz não te toca...
Afeiçoo-me ás profundidades de um nada instável, que me faz tão bem quanto mal.
E há muito me ouves e minha voz não te toca.
Deixa que eu me cale com a tua voz,
Deixa que eu te fale com meu silêncio que refulge como lua, tão distante quanto profundo.
Todavia há muito me ouves e minha voz não te toca...
Afeiçoo-me ao teu falar porque me sinto como ausente.
E uma palavra basta, e um sorriso me satisfaz.
E há muito me ouves, e permaneço distante, e minha voz já não te toca...
Onde estás?
E há muito me ouves e minha voz não te toca...
Afeiçoo-me ao teu escutar porque te falo, mas me escutas muda, e não me entendes.
Afeiçoo-me ao teu olhar, porque não me vês, e permaneço a ti como pedra imóvel.
Afeiçoo-me a um sonhar utópico, porque a utopia me faz viver em um terreno inóspito de um imaginário ilusório.
Afeiçoo-me a ti, porque emerges das coisas cheias de mim e preenches lacunas inexistentes de espaços vazios e completos.
Afeiçoo-me aos reflexos de minhas imagens, porque os olho e te vejo no que sou e não sou.
E há muito me ouves e minha voz não te toca...
Afeiçoo-me ás profundidades de um nada instável, que me faz tão bem quanto mal.
E há muito me ouves e minha voz não te toca.
Deixa que eu me cale com a tua voz,
Deixa que eu te fale com meu silêncio que refulge como lua, tão distante quanto profundo.
Todavia há muito me ouves e minha voz não te toca...
Afeiçoo-me ao teu falar porque me sinto como ausente.
E uma palavra basta, e um sorriso me satisfaz.
E há muito me ouves, e permaneço distante, e minha voz já não te toca...
Onde estás?