Hoje de manhã você veio até mim de um modo costumeiro e me desejou bom dia com um abraço. Enquanto me escondi no seu abraço e reclinei minha cabeça em seus ombros, estive ausente de mim e lhe enxerguei em um passado distante que me revela a importância que você tem na minha vida, na minha história..
Lhe vi pai, me segurando nos braços há anos atrás. Eu estava doente e sentia dor... Chorava ingenuamente sem entender a congruência daquele mundo que se construía diante de mim. Tive medo. Foi então que lhe vi chorar. Você chorava por mim... Não sei quantas vezes você chorou pai, mas sei daquele dia que em sua espontaneidade marcou toda a minha existência. E suas lágrimas mesclaram-se às minhas, e minha dor mesclou-se à sua.
Súbitos lampejos retornaram a minha mente nostálgica e de repente me lembrei também da música que você compôs quando eu nasci. Das notas que soavam melodicamente e das palavras que as acompanhavam dizendo: "Seu nome é Amanda, seu nome fala de amor..."
Outro dia pai, me senti angustiada. Outro dia, os caminhos da vida me colocaram defronte a uma situação com a qual não sabia lidar. Subitamente, senti uma força sobrenatural que me deu ânimo e sabedoria para continuar. Me lembrei então de suas orações. Durante todos esses anos, dia após dia, sem falhar nenhum dia sequer. Talvez seja por isso pai, que a força me vêm de onde eu menos imagino. Talvez seja por isso, que Deus vêm ao meu encontro quando já não vejo saída.
Fui crescendo pai, as coisas mudaram... Mas você, de maneira animosamente irremissível, continuou presente em minha vida. Sua voz continuou ecoando, suas lágrimas permaneceram lavando a minha alma e suas orações permaneceram acompanhando-me em meio a caminhos tortuosos.
Me desfiz do seu abraço e olhei para você naquele momento. Enxerguei seus olhos que de uma profundidade imensa, me pareciam distantes e carregados de mistério. Confesso que não os entendi pai. Confesso que não compreendo as dores e angústias que se escondem detrás daquele olhar. Mas seus hábitos reclusos e sua maneira calada mesclada àquele olhar profundo me ensinam sem palavras. Seu modo de falar e de emudecer revelam-me sabedoria. A sua história de superação me traz força. E quando penso em grandes homens de grandes épocas, confesso que não encontro nenhum como você. Muitos me provocam admiração, mas nunca nenhum deles esteve tão perto de mim quanto você está. Nunca nenhum deles me ensinou a amar como você me ensinou, nunca nenhum deles construiu minha história como você construiu. E é por isso pai, que a despeito de meus desentendimentos, minha visão infantil permanece inalterada, você ainda é o mais sublime dos homens, o mais admirável dentre eles.
Olhei novamente aqueles olhos profundos de um mistério absoluto que já não me eram assim tão distantes. Ouvi ecoar ao longe as notas de sua canção que me diziam " seu nome fala de amor..." Entendi ali pai, que meu nome não falava de amores românticos tampouco de amantes semotos. Meu nome falava do seu amor. Aquele mesmo amor que segurou-me em seus braços e derramou lágrimas sobre a face de uma criança assustada. O mesmo amor que ora por mim todos os dias, dia após dia sem falhar nenhum dia sequer. E talvez seja por isso pai, que choro sabendo que não estou sozinha. E talvez seja por isso que minhas lágrimas não soam vazias. Talvez seja por isso pai, que quando meu nome soa indiferente em bocas estranhas e alheias a mim, consigo sentir amor. O seu amor. E todas as vezes quando me sinto angustiada em meio aos ermos existenciais e periclitâncias inerentes a um viver inóspito em uma terra alheia a mim, ouço sua voz que ecoa em meio aos vácuos do tempo e penetra profundamente nas lacunas de uma alma incompleta me fazendo ouvir " seu nome fala de amor". Me lembro então não do meu nome, mas do seu amor... Fico em paz, sei que não estou só. E se um dia a vida me levar pra longe de você, vou sentir o seu abraço e me molhar com aquelas lágrimas que ficaram guardadas em mim e me fortalecer com suas orações e ouvir a sua voz cantar, sabendo que a distância debalde tentará me separar de você. Lhe levo dentro de mim pai, o pilar que sustenta minha história é você.
Lhe vi pai, me segurando nos braços há anos atrás. Eu estava doente e sentia dor... Chorava ingenuamente sem entender a congruência daquele mundo que se construía diante de mim. Tive medo. Foi então que lhe vi chorar. Você chorava por mim... Não sei quantas vezes você chorou pai, mas sei daquele dia que em sua espontaneidade marcou toda a minha existência. E suas lágrimas mesclaram-se às minhas, e minha dor mesclou-se à sua.
Súbitos lampejos retornaram a minha mente nostálgica e de repente me lembrei também da música que você compôs quando eu nasci. Das notas que soavam melodicamente e das palavras que as acompanhavam dizendo: "Seu nome é Amanda, seu nome fala de amor..."
Outro dia pai, me senti angustiada. Outro dia, os caminhos da vida me colocaram defronte a uma situação com a qual não sabia lidar. Subitamente, senti uma força sobrenatural que me deu ânimo e sabedoria para continuar. Me lembrei então de suas orações. Durante todos esses anos, dia após dia, sem falhar nenhum dia sequer. Talvez seja por isso pai, que a força me vêm de onde eu menos imagino. Talvez seja por isso, que Deus vêm ao meu encontro quando já não vejo saída.
Fui crescendo pai, as coisas mudaram... Mas você, de maneira animosamente irremissível, continuou presente em minha vida. Sua voz continuou ecoando, suas lágrimas permaneceram lavando a minha alma e suas orações permaneceram acompanhando-me em meio a caminhos tortuosos.
Me desfiz do seu abraço e olhei para você naquele momento. Enxerguei seus olhos que de uma profundidade imensa, me pareciam distantes e carregados de mistério. Confesso que não os entendi pai. Confesso que não compreendo as dores e angústias que se escondem detrás daquele olhar. Mas seus hábitos reclusos e sua maneira calada mesclada àquele olhar profundo me ensinam sem palavras. Seu modo de falar e de emudecer revelam-me sabedoria. A sua história de superação me traz força. E quando penso em grandes homens de grandes épocas, confesso que não encontro nenhum como você. Muitos me provocam admiração, mas nunca nenhum deles esteve tão perto de mim quanto você está. Nunca nenhum deles me ensinou a amar como você me ensinou, nunca nenhum deles construiu minha história como você construiu. E é por isso pai, que a despeito de meus desentendimentos, minha visão infantil permanece inalterada, você ainda é o mais sublime dos homens, o mais admirável dentre eles.
Olhei novamente aqueles olhos profundos de um mistério absoluto que já não me eram assim tão distantes. Ouvi ecoar ao longe as notas de sua canção que me diziam " seu nome fala de amor..." Entendi ali pai, que meu nome não falava de amores românticos tampouco de amantes semotos. Meu nome falava do seu amor. Aquele mesmo amor que segurou-me em seus braços e derramou lágrimas sobre a face de uma criança assustada. O mesmo amor que ora por mim todos os dias, dia após dia sem falhar nenhum dia sequer. E talvez seja por isso pai, que choro sabendo que não estou sozinha. E talvez seja por isso que minhas lágrimas não soam vazias. Talvez seja por isso pai, que quando meu nome soa indiferente em bocas estranhas e alheias a mim, consigo sentir amor. O seu amor. E todas as vezes quando me sinto angustiada em meio aos ermos existenciais e periclitâncias inerentes a um viver inóspito em uma terra alheia a mim, ouço sua voz que ecoa em meio aos vácuos do tempo e penetra profundamente nas lacunas de uma alma incompleta me fazendo ouvir " seu nome fala de amor". Me lembro então não do meu nome, mas do seu amor... Fico em paz, sei que não estou só. E se um dia a vida me levar pra longe de você, vou sentir o seu abraço e me molhar com aquelas lágrimas que ficaram guardadas em mim e me fortalecer com suas orações e ouvir a sua voz cantar, sabendo que a distância debalde tentará me separar de você. Lhe levo dentro de mim pai, o pilar que sustenta minha história é você.