Há palavras que foram feitas pra jamais serem pronunciadas. Há letras que se unem no vazio inexistente e deixam em nós um vácuo tão perturbante quanto a própria inexistência.
Sinto vontade de gritar, sinto vontade de esclarecer, sinto vontade de implorar. Mas as palavras se formam no vazio. Entre nós o silêncio que jamais será desfeito, e uma distância que aumenta perturbantemente. Promessas quebradas soam como mentiras, o ocultar soa covardemente absurdo. E uma raiva que se converte em compaixão, e uma dor que se converte em alegria, por saber que no final de tudo aquilo que se foi há aquilo que ficou. As lembranças que me fazem descrer em tudo. E vendo uma distância ameaçadora e um caminho que te leva até a alegria, sinto o inédito se formando em mim, aprendo a querer. O querer vem cruelmente me matando, e o não querer subitamente me refaz. Não sei o que houve, não sei o que há. E as perguntas que tento fazer se constroem no vácuo. Entre nós o silêncio de um despedir-se involuntário. Te deixo ir, e observo distantemente ausente aquilo que um dia foi parte do que sou, e o teu ir me prova que eu jamais fui. A minha ausência assimilada que me trazendo até mim me aproximou da distância. A utopia que se constrói, jamais se desconstruirá. E as perguntas se formando e as palavras se criando... No vácuo. Permaneço calada, já não se pode gritar àquela surda ausência assimilada. Me despeço com um olhar distantemente amigo que perseguirá minhas reminescências. Sou pedra.
Sinto vontade de gritar, sinto vontade de esclarecer, sinto vontade de implorar. Mas as palavras se formam no vazio. Entre nós o silêncio que jamais será desfeito, e uma distância que aumenta perturbantemente. Promessas quebradas soam como mentiras, o ocultar soa covardemente absurdo. E uma raiva que se converte em compaixão, e uma dor que se converte em alegria, por saber que no final de tudo aquilo que se foi há aquilo que ficou. As lembranças que me fazem descrer em tudo. E vendo uma distância ameaçadora e um caminho que te leva até a alegria, sinto o inédito se formando em mim, aprendo a querer. O querer vem cruelmente me matando, e o não querer subitamente me refaz. Não sei o que houve, não sei o que há. E as perguntas que tento fazer se constroem no vácuo. Entre nós o silêncio de um despedir-se involuntário. Te deixo ir, e observo distantemente ausente aquilo que um dia foi parte do que sou, e o teu ir me prova que eu jamais fui. A minha ausência assimilada que me trazendo até mim me aproximou da distância. A utopia que se constrói, jamais se desconstruirá. E as perguntas se formando e as palavras se criando... No vácuo. Permaneço calada, já não se pode gritar àquela surda ausência assimilada. Me despeço com um olhar distantemente amigo que perseguirá minhas reminescências. Sou pedra.