A sociedade pós moderna do século XXI contempla o desenvolvimento cada vez maior de um planeta globalizado. Dentre os resultados da globalização se destaca a internet, e em especial as redes sociais, que são utilizadas com a finalidade de interação. A interação com pessoas é uma necessidade inerente ao ser humano, e é exatamente neste ponto que cabe uma análise crítica, uma vez que com o objetivo de interagir, as pessoas têm sacrificado sua própria privacidade.
Como manter a "amizade virtual" sem se expor? Como estabelecer as fronteiras entre o que pode ser público, e o que é privado e pessoal? A resposta as perguntas feitas exigem uma análise do conceito de exposição. O que é se expor? A definição mais coerente afirmaria que a exposição ocorre a partir do momento em que o indivíduo prejudica a si mesmo e a outros passando informações de algo que deveria ser mantido em sigilo. Muitas vezes isto se dá de maneira inconsciente, e é motivado pela necessidade de interação social. Sendo assim, é conclusível que o primeiro passo para evitar a exposição seria a conscientização das próprias necessidades humanas, pois como é possível a cura de um defeito sem o conhecimento de sua causa?
A partir do momento em que tal conscientização ocorre, cabe a cada indivíduo estabelecer seus próprios limites. E neste ponto específico, não é possível uma generalização. Seria a mais ingênua engabelação, a crença de que é possível desenvolver uma teoria objetiva e universal sobre fronteiras entre o público e o privado de cada um. Pois quando se trata de comportamentos humanos não há uma matemática precisa. Estariamos circunflentes a uma ilusão e enxovalhariamos nossa razão ao desenvolver uma teoria que procura explicar de forma objetiva o que é subjetivo.
De forma que é possível concluir que o estabelecimento das fronteiras entre o público e o pessoal é algo de responsabilidade única de cada um, e que o discernimento de tais fronteiras só ocorrerá de maneira correta quando a pessoa for capaz de compreender as necessidades que impulsionam suas próprias ações.
*Obs: Redação do Enem