Ontem assisti a uma palestra de Marcos Pontes, o primeiro astronauta brasileiro a ir para o espaço. Achei interessante o que ele disse se referindo ao momento em que lá do espaço viu a Terra. "Naquele momento, olhei para aquela bola azul em baixo de mim e pensei: 'Neste momento existem mais de 6 bilhões de pessoas estressadas e preocupadas com a sua rotina'. Talvez a vida seja bem mais simples que isso. Olhei de lá de cima e vi a nossa insignificância perante esse Universo imenso. E vi o quanto não damos valor as coisas que realmente importam. Deveriamos ter mais humildade para aceitar essas coisas. Gostaria que todos pudessem ter tido a visão que eu tive."
E isso tudo que ele disse faz sentido. Estamos circunflentes a uma rotina alucinante, e em nossa altivez interior não nos damos conta de nossos desvarios. Vivemos iludidamente uma existência embromeira, mendaz e falsa. Existimos mediocremente e em um ato de pura arrogância, não aceitamos baldeações. Nossas crenças são meras engabelanças. Enxovalhamos nossa razão, e fazemos do nosso Planeta um manicômio globalizado.
Somos ao mesmo tempo inteligentes e estúpidos. Quando vamos deixar de lado essa estupidez e nos prender aquilo que tem lógica? A vida, no fim das contas, não passa de um sopro, cabe a nós a sabedoria de saber aproveita-la com o que realmente faz sentido.