Era um momento negro para o pai da teoria evolucionista. Charles Darwin se deparava agora com o que muitas vezes ele mesmo denominou "um processo de seleção natural". Ele estava perto da morte, perto do momento em que daria o seu último suspiro, até que sua vida se dissiparia por completo. Aquele homem que por tanto tempo se considerou auto-suficiente, passava agora a lidar com a angústia, com a solidão e com o desespero da morte. O que Charles disse nesses momentos? "Yees, essa é a lei da vida os mais fortes sobrevivem!" Não, não foi isso que ele disse. Entre náuseas, vômitos e dor, Darwin gritava "Meu Deus, meu Deus!"
Por que a existência de Darwin contradisse sua própria teoria? Por que em seus derradeiros momentos o pai da evolução se apegou tão fortemente a vida, a ponto de negar em poucos segundos tudo aquilo em que creu e defendeu a vida inteira?
O que proporciona descrédito a teoria deles, da margem e razão a nossa teoria.
Que contraste entre a morte de Charles Darwin e a morte de Davi por exemplo. Enquanto Darwin clamava por Deus em uma tentativa desesperada de redimir a sua existência, enquanto Darwin sentia a angústia, a solidão e o fim eterno de sua existência, Davi em suas últimas palavras descrevia Deus como "Aquele que remiu a minha alma de toda a angústia". Não havia medo, havia paz. Que contradição, que diferença, que contraste entre o pai da evolução -o renomado cientista- e um homem que simplesmente entregou a vida a Deus e pode ver sua angústia se dissipar.
Talvez a explicação para isso tudo esteja exatamente na natureza da morte. Talvez a proximidade da morte revele quem nós realmente somos. No caso de Darwin, revelou o quanto ele sentiu ao longo de toda a sua vida essa necessidade de Deus. No caso de Davi, revelou o quanto ele aprendeu a confiar em Deus durante toda a sua vida.
É por isso que Deus é a lógica da minha vida. O pai da evolução foi tão inteligente, mas ao mesmo tempo tão limitado racionalmente, a ponto de ignorar suas próprias necessidades. Aprendi por meio disso que tentar trocar Deus por uma simples engabelança não faz o mínimo sentido, a maior demonstração de inteligência está em entender nossas próprias limitações e o quanto dependemos de um Ser superior a nós mesmos para suprir nossas necessidades.