Ontem quando você foi me dar um abraço de boa noite, estive ausente de mim. Meu ser se voltou à tudo que me revela a sua importância na minha vida e quis escrever em um dia que talvez seja propício para minhas reflexões sobre você.
Lhe vi ali mãe, a mesma a me carregar no colo há anos atrás, a mesma a orar por mim diariamente e a mesma que hoje é a minha força. Todos os dias mãe, durante todos esses anos te ouço dentro de mim. A sua voz me grita mesmo quando a sua ausência se instaura fisicamente. As suas orações me acompanham quando me falta a coragem e a sua fé me levanta quando caio.
Quero lhe levar sempre comigo. Quero ter sempre o seu ombro pra chorar, e o seu abraço para me consolar. Quero sempre ter a certeza de que suas orações me acompanham. Quero sempre ouvir a sua voz ressoando em meio aos meus fracassos e me inspirando um recomeço. Quero sempre ouvir você falando sobre resiliência, com essa peculiaridade em seu modo de falar, capaz de unir o racional ao subjetivo e me trazer de volta.
Minha ausência me remete agora mãe, há anos atrás. Me vejo com sete anos de idade quando morávamos em Curitiba. Era um dia frio. Almoçávamos em um restaurante, eu estava sentada na sua frente. Me lembro que naquele dia tive uma de minhas primeiras experiências amargas em um mundo que apenas começava a se construir em mim. Lhe falei a respeito, lhe contei que não tinha amigos na escola, e que tinha ouvido minha coleguinha falar algo maldoso a meu respeito. Minhas lembranças guardaram intactas as impressões causadas. Não sei se chorei, me lembro apenas da vontade de chorar. E você, como ainda hoje faz, me acolheu nos seus braços e me ensinou a sentir. Um abraço que me acompanhará durante a vida toda. Um ensino que persiste em me falar ainda hoje. Uma voz que ressoa dentro de mim.
Me volto agora há alguns dias atrás. E sinto novamente a dor, causada por motivos diferentes, todavia a mesma dor sentida por aquela menina de sete anos de idade, naquele dia frio. E aquela vontade de chorar e aquele sentimento de vazio. E você agora ao meu lado me diz que eu devo chorar. E eu me permito chorar. Minhas lágrimas mãe, não rolam mais por uma face desfeita, rolam por uma face que se reconstrói com a dor que você me ensinou a sentir. E você me acolheu nos seus braços e minhas lágrimas molharam seus abraços. Os mesmos braços, os mesmos abraços, a mesma voz - a sua voz - ...
Hoje mãe, não me canso de dizer que lhe ouço todos os dias. E que ouço você cantar quando a dor instaurada insiste em me manter desperta, e quando meus sonhos me causam medo. O medo daquilo que me é escuro, o medo daquilo que não posso ver. E quando meus medos se exteriorizam em lágrimas, ouço a sua voz em momentos de insônia cantando "filhinha dorme e dorme em paz, Deus cuidará de nós. Não chores mais e dorme bem Deus velará por nós."
Mãe, me sinto segura. Sei que terei os seus braços, os seus abraços, a sua voz e a sua música no que sou. E se um dia a distância me afastar de você, quero que saiba que lhe levo dentro de mim. E se um dia a dor insistir em desatinar, só quero que entenda que independentemente de onde você estiver, sentirei o seu abraço e ouvirei a sua voz, e vou dormir em paz porque sei que Deus cuidará de nós.
Lhe vi ali mãe, a mesma a me carregar no colo há anos atrás, a mesma a orar por mim diariamente e a mesma que hoje é a minha força. Todos os dias mãe, durante todos esses anos te ouço dentro de mim. A sua voz me grita mesmo quando a sua ausência se instaura fisicamente. As suas orações me acompanham quando me falta a coragem e a sua fé me levanta quando caio.
Quero lhe levar sempre comigo. Quero ter sempre o seu ombro pra chorar, e o seu abraço para me consolar. Quero sempre ter a certeza de que suas orações me acompanham. Quero sempre ouvir a sua voz ressoando em meio aos meus fracassos e me inspirando um recomeço. Quero sempre ouvir você falando sobre resiliência, com essa peculiaridade em seu modo de falar, capaz de unir o racional ao subjetivo e me trazer de volta.
Minha ausência me remete agora mãe, há anos atrás. Me vejo com sete anos de idade quando morávamos em Curitiba. Era um dia frio. Almoçávamos em um restaurante, eu estava sentada na sua frente. Me lembro que naquele dia tive uma de minhas primeiras experiências amargas em um mundo que apenas começava a se construir em mim. Lhe falei a respeito, lhe contei que não tinha amigos na escola, e que tinha ouvido minha coleguinha falar algo maldoso a meu respeito. Minhas lembranças guardaram intactas as impressões causadas. Não sei se chorei, me lembro apenas da vontade de chorar. E você, como ainda hoje faz, me acolheu nos seus braços e me ensinou a sentir. Um abraço que me acompanhará durante a vida toda. Um ensino que persiste em me falar ainda hoje. Uma voz que ressoa dentro de mim.
Me volto agora há alguns dias atrás. E sinto novamente a dor, causada por motivos diferentes, todavia a mesma dor sentida por aquela menina de sete anos de idade, naquele dia frio. E aquela vontade de chorar e aquele sentimento de vazio. E você agora ao meu lado me diz que eu devo chorar. E eu me permito chorar. Minhas lágrimas mãe, não rolam mais por uma face desfeita, rolam por uma face que se reconstrói com a dor que você me ensinou a sentir. E você me acolheu nos seus braços e minhas lágrimas molharam seus abraços. Os mesmos braços, os mesmos abraços, a mesma voz - a sua voz - ...
Hoje mãe, não me canso de dizer que lhe ouço todos os dias. E que ouço você cantar quando a dor instaurada insiste em me manter desperta, e quando meus sonhos me causam medo. O medo daquilo que me é escuro, o medo daquilo que não posso ver. E quando meus medos se exteriorizam em lágrimas, ouço a sua voz em momentos de insônia cantando "filhinha dorme e dorme em paz, Deus cuidará de nós. Não chores mais e dorme bem Deus velará por nós."
Mãe, me sinto segura. Sei que terei os seus braços, os seus abraços, a sua voz e a sua música no que sou. E se um dia a distância me afastar de você, quero que saiba que lhe levo dentro de mim. E se um dia a dor insistir em desatinar, só quero que entenda que independentemente de onde você estiver, sentirei o seu abraço e ouvirei a sua voz, e vou dormir em paz porque sei que Deus cuidará de nós.