Azul, o céu é azul. Mas como explicar o azul a quem nunca enxergou?
Amar, amar é bom. Mas como explicar o amor a quem nunca se sentiu amado?
O mar, o mar é bonito. Mas como explicar o mar a quem nunca o viu?
A claridade, a claridade faz os olhos doerem. Mas como explicar essa dor a quem nunca usou seus olhos?
O piano, o piano tem um som bonito. Mas como explicar um som a quem nunca ouviu?
Correr, correr cansa. Mas como explicar o cansaço de uma corrida a quem nunca usou suas pernas?
-Sabemos do que conhecemos. Conhecemos o que vivenciamos. Vivenciamos o que nos é real. É real o que entendemos. Entendemos o que nos foi dado a oportunidade de entender. Julgamos verdades com base no no que sabemos.
-O saber não é único, saber algo não é saber tudo. Não há um saber absoluto.
-Há diferentes dimensões de um mesmo saber.
Quem sabe o que é o azul não sabe o que é não poder vê-lo.
Quem é amado não sabe o que é não ser amado.
Quem conhece o mar não sabe o que é não conhece-lo.
Quem sente a dor da claridade não sabe o que é não poder senti-la.
Quem ouve o som do piano não sabe o que é não conseguir ouvi-lo.
Quem já se cansou de tanto correr, não sabe o que é não poder correr.
-Sabemos do que conhecemos. Conhecemos o que vivenciamos. Vivenciamos o que nos é real. É real o que entendemos. Entendemos o que nos foi dado a oportunidade de entender. Julgamos verdades com base no que sabemos.
-Verdades não são translúcidas.