segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Todas as coisas

Todos os caminhos me levam a uma pergunta
Todas as perguntas me levam a uma resposta
E todas as respostas me levam até Deus.

Frutos do meio ?!

Quem somos nós ? Quem sou eu ? Por trás dos costumes e padrões que regem a sociedade, e por trás de tudo que aprendi com as pessoas ao meu redor, quem sou eu de verdade? Sem todas essas leis, sem todas essas burocracias culturais, o que vai dentro de mim? O que é meu e o que é do meio em que vivo?
Dizem que somos frutos do meio. No caso de essa afirmação ser verdadeira, nós não existimos. Tudo o que somos não passa de uma ilusão. Não somos nós, somos o meio em nós . Poderiamos ser qualquer outra coisa dependendo do meio em que vivemos. E é nesse sentido, que na essência, somos todos iguais.
Entretanto, cheguei a conclusão de que a afirmação que diz que somos frutos do meio, não passa de uma hipérbole. Não que inexista qualquer resquício de verdade nela, (a afirmação de que na essência somos todos iguais, continua válida) mas dizer que somos o lugar onde estamos, não pode ser verdade. Mesmo porque, cada um de nós, embora cheguemos ao mundo da mesma forma, ao passo em que vamos crescendo, temos a oportunidade de escolher quem queremos ser. O meio pode nos influenciar, mas não somos frutos dele. Afinal, se fosse assim, não teriamos controle sobre nossas próprias ações, e aquela antiga história de que somos seres racionais não seria real.
Afinal, quem somos nós? Frutos do meio? Não é o que eu diria, eu diria que somos frutos de nossas escolhas.
Tenho agora, um papel em branco e um lápiz na minha mão, está sob meu poder escrever a história da minha vida. São poderes concedidos a mim só e mais ninguém, e eu escrevo essa história a cada momento, a cada segundo em que tenho que enfrentar uma situação dificíl, o poder é todo meu, a responsabilidade é toda minha. E eu espero, que no fim, eu possa relembrar de uma história que valha a pena ser lembrada.

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Contentando-me

Esses dias não tava muito feliz com o lugar onde eu moro ... Sabe quando bate uma vontade de estar em outro lugar? E logo eu, que nunca me acostumei a passar muito temo em uma região só, foram tantas baldeações, que eu acabo sempre tendo esses impulsos de voltar, de mudar...
Passei 15 dias na minha cidade natal, quando fui voltar, senti uma coisa estranha, uma vontade expontânea e repentina de ficar. Mas enquanto voltava, mudei meu foco...

Sabe, comecei a acreditar que enquanto eu estiver procurando coisas negativas onde vivo, vou sempre encontra-las. E isso não depende do lugar onde estou. Prometi então mudar a minha visão ..

E quando eu cheguei em Palmas, em uma das primeiras vezes me permiti gostar daqui... O calor continua o mesmo calor do inferno, as pessoas as mesmas, o colégio idêntico... A questão é que eu mudei, e isso fez toda a diferença.

Não preciso nem dizer que não tenho tudo o que eu queria, mas aprendi a querer tudo o que tenho, e isso me faz bem.

domingo, 1 de maio de 2011

Paradoxos da ciência

Esses dias, eu tava fazendo um trabalho pra escola, sobre a civilização Hebréia.
É interessante e paradoxal, que o que eu tenha descoberto em minhas pesquisas tenha me dado uma visão muito diferente da visão que meu livro de história tentou me passar.
Pra começar, meu livro dedicou apenas meio capítulo pra falar sobre essa civilização. Enquanto outros povos receberam um capítulo inteiro. Qual a razão? Talvez eles diriam que a civilização hebréia tem pouca coisa interessante a ser estudada. Mas isso não é verdade ! Essa antiga civilização possui em suas leis civis um avanço científico que foi descoberto pela sociedade apenas no final do século XIX, muito tempo depois de terem recebido suas leis. Até hoje, esse povo está na frente de grandes potências mundiais no que diz respeito a saúde e qualidade de vida, com uma expectativa de vida que é a maior do mundo. Então como dizer que não há nada importante a ser estudado sobre eles?
O meu livro trazia ideias absurdas, como a de que no povo de Israel a mulher era tratada como um objeto! Como ? Se pela lei, a mulher recebia amparo para que após ter dado a luz a um filho, para que passasse tempo descançando ? Coisa que nenhuma sociedade da época fazia! A lei ainda ia mais além em dizer que quando a mulher menstruasse, tinha direito a ficar 07 dias impura, o que quer dizer que não poderia trabalhar. Isso implicava em descanço para ela. Oxalá a nossa sociedade capitalista atual, ainda permitisse que as mulheres tivessem direito a 07 dias de descanso quando estivessem passando por seus dias ruins ..
Se uma mulher ficasse viúva, nunca ficaria desamparada, pois havia leis que davam cobertura á elas. Por exemplo, todo agricultor tinha o dever de deixar sempre uma sobra em suas plantações para as viúvas poderem colher para si e para seus filhos. Havia também uma outra lei, a chamada lei do levirato que possibilitava uma viúva ser resgatada pelo parente mais próximo de seu marido morto. Assim, ele compraria as propriedades que foram do marido e se casaria com a viúva.
É Irônico que o livro ainda ouse dizer que a mulher era tratada como um objeto. Por que não dizer que é a mulher de hoje que é tratada como um objeto? Ora, a televisão mostra mulheres semi nuas dançando. e incutindo nos próprios homens, a visão de que a mulher é só corpo, nada mais. E de repente, vemos homens usando mulheres apenas como objeto de seu prazer! Iludem as mulheres porque tem a visão [inconsciente] de que a mulher só serve pra isso... Pra dar prazer e nada mais. Quer visão mais machista e mais absurda do que essa? Pra mim, isso é bem mais absurdo do que a visão do povo israelita em relação a figura feminina.
O povo de Israel dava valor a família. Eles tinham leis que valorizavam o convívio familiar. Sendo assim, a mulher não era vista apenas como objeto de prazer, ou qualquer outra coisa. Ela era tratada com respeito e dignidade. Os relatos escritos pelo próprio povo mostram isso. Há inclusive um caso escrito, de que um homem de Israel amou uma mulher que era prostituta. Ele casou-se com ela, mas ela logo fugiu de casa. É interessante que ele ao ver que sua amada tinha fugido, não a procurou e a obrigou a ficar, mas a pediu com carinho pra voltar. E assim vez após vez, essa mulher fugia, e ele ia atrás. Veja bem, se a mulher fosse mesmo um objeto, ele teria exercido seu autoritarismo e obrigado que ela ficasse. Mas ele não fez isso, o que prova que a mulher era muito mais que um objeto.
Mas alguém ainda poderia dizer: Ah, mas se a mulher adulterasse, era apedrejada. Siim, mas segundo a lei, não só a mulher, como também o homem que tivesse adulterado com ela. E o propósito da lei, era valorizar a família. Se existe um fato que é gerador da criminalidade atual, é a desestruturação de famílias, e a lei de Israel de alguma forma, evitava isso. Então veja bem, a afirmação de que a mulher era um objeto, não possui base alguma, nas leis do próprio povo, e é absurda.
O povo de Israel tambem possuia leis de saúde impressionantes. Eles não poderiam comer carnes como de porco, também não poderiam comer gordura. nem sangue. Além disso, não poderiam tocar em cadáveres, tanto de animal. quanto humano.
Hoje a ciência prova que a carne de porco é perigosa, aumenta o colesterol e abriga uma bactéria chamada Taenia soliun, que pode levar o indivíduo a morte.
Quanto a não pegar em cadáveres, é claro a intenção dessa lei! Já que em um mundo que desconhecia os seres microsópicos, muitas doenças perigosas eram adquiridas assim, entrando em contato com algum animal ou pessoa morta.
De repente, começo a entender porque o meu livro não quer tratar desses assuntos... Escrever todas essas coisas impressionantes, sobre um povo, que ironicamente era monoteísta, e acreditava em Deus, daria brecha a uma contradição absurda que provém do fato de não haver como explicar um avanço tão grande no quesito saúde e organização social em relação ao mundo da época . Já que os israelitas logicamente não possuiam qualquer tipo de microscópios ópticos ou eletrônicos que permitissem sequer um vislumbre de observação dos microorganismos causadores de tantas doenças, que suas leis previniam. Como meu livro conseguiria explicar esse fato, sem recorrer a existência (a qual os próprios relatos hebreus mencionam) de um Ser supremo e inteligente que tinha conhecimento sobre seres microscópicos que o mundo da época nem sonhava que poderiam existir? Provavelmente, meu livro precisaria recorrer a teorias absurdas. Quem sabe não formulariam a hipótese de que as leis desse povo surgiu por geração expontânea, ou que elas foram resultado de uma evolução que durou milhares de anos? Se eles afirmam que a complexidade da vida surgiu assim, não me admiraria que fossem capazes de afirmar que as leis israelitas surgiram da mesma forma. Quem sabe não foram microorganismos que se fossilizaram em uma folha de papiro, e com a ação do sol, os seus corpos fossilizados formaram letras que deram origem a palavras, estas deram origem a frases, que por fim, deram origem as leis? (kkkk)
É, Pra que não precisassem recorrer a esse tipo de teoria, preferem esconder, omitir a verdade. E nós, alunos, achamos que estamos aprendendo alguma coisa, quando toda a informação que estamos recebendo, não passa de uma tentativa louca de tirar Deus do quadro. Só que ao fazerem isso, não conseguem perceber que o quadro para de fazer sentido. Parece que falta algo. Mas ninguém se questiona, as pessoas aceitam tudo , sem parar pra pensar no que estão aceitando. Se fossem capazes de pensarem por si só, veriam que muito do que aceitam não faz o menor sentido.
Se a ciência deseja ser verdadeira, deve considerar todas as hipóteses possíveis, e não exclui-las simplesmente por tabus.
"A ciência frequentemente se dá ao luxo de discutir diversas especulações e hipóteses, como a existência de outros universos além do nosso ou a vida se originando completamente por si. Se quiser ser coerente, a ciência deve também estar disposta a considerar a possibilidade de que existe um Deus . Com essa mentalidade imparcial, a ciência, considerando Deus uma hipótese provável, poderia enfim encontrá-Lo." Ariel A. Roth


segunda-feira, 11 de abril de 2011

E quanto ao tempo ?

O que é tempo ? Há quem diga que o tempo passa, há quem diga que o tempo é tudo... Mas qual a definição de tempo? Segundo o dicionário, " no sentido estrito, tempo é a quantidade do movimento de um corpo ou sistema de corpos medida analogicamente pelo movimento de outro corpo."


Esses dias li que se você sair do planeta terra, e viajar a velocidade de alguns anos luz, quando chegasse na terra teria visto que seus amigos e parentes já teriam morrido. Justamente por isso, alguns cientistas acreditam que o tempo não existe.

Se o dicionário estiver correto, o tempo depende de um corpo. Tudo depende do referencial que se adota.

Então, o tempo é relativo. Se o tempo é relativo ele não existe?
Ou ele existe porque é relativo ?
Ou o tempo existe só pra nós?
Afinal, o que é tempo no nosso contexto?
E por que ele passa tão rápido se é relativo?
Ou Se o tempo é relativo, não é ele que passa rápido, mas nós que não o vemos passar?
É possível se dar tempo ao tempo ?

será que alguém sabe me responder?

domingo, 10 de abril de 2011

Onde está?

"Onde está a vida que perdemos vivendo?
Onde está a sabedoria que perdemos com o conhecimento?
Onde está o conhecimento que perdemos com a informação?
Os ciclos do céu em vinte séculos nos levaram pra mais longe de Deus e mais próximos do pó."

Onde está a vida que perdemos vivendo ?

Báh, o tempo passa tão rápido...
Parece que foi ontem, que eu era só uma criança, não me preocupava com provas, nem me preocupava com o quanto podia confiar ou nao nas pessoas, não acreditava que alguém poderia me desapontar, nem fazia ideia do mundo como ele é... Mas parece que de repente, em um simples momento as coisas mudam tanto, a gente cresce, a gente amadurece, a gente aprende...
Mas o tempo passa... :(
E é isso que me incomoda... Saber que o tempo sempre passa, e nunca volta...
E ai, a vida voa, os momentos mudam... E a gente cai na rotina, e tudo entra em um círculo vicioso, e eu me vejo girando, e não conseguindo parar... Sem ter tempo pra mim, sem ter tempo pra quem eu amo, sem ter tempo pra nada... E eu ainda sou tão nova, pra cair assim na rotina, pra me viciar assim nessa perda de tempo .
E ontem, eu parei, e me perguntei .. Onde está a vida que eu perdi vivendo ?
Resolvi mudar... Resolvi mudar tudo! Mudei as minhas prioridades, mudei meu jeito de agir, e parei. Parei de girar, parei de correr em torno desse labirinto sem fim, onde nada faz sentido.
E quando os anos se passarem, e quando tudo mudar, eu quero saber, eu quero ter a resposta pra minha pergunta. Quero saber onde está a vida que eu perdi vivendo... Quero ter certeza que ela não foi vã, que eu não a perdi girando em torno de coisas sem sentido, mas que eu encontrei a lógica da minha vida, e vivi por ela.




P.S Quanto a minha lógica, ela só pode ser o que tem lógica, e o que tem lógica é a única coisa inquestionável dentre tudo que pode ser questionado .