domingo, 1 de maio de 2011

Paradoxos da ciência

Esses dias, eu tava fazendo um trabalho pra escola, sobre a civilização Hebréia.
É interessante e paradoxal, que o que eu tenha descoberto em minhas pesquisas tenha me dado uma visão muito diferente da visão que meu livro de história tentou me passar.
Pra começar, meu livro dedicou apenas meio capítulo pra falar sobre essa civilização. Enquanto outros povos receberam um capítulo inteiro. Qual a razão? Talvez eles diriam que a civilização hebréia tem pouca coisa interessante a ser estudada. Mas isso não é verdade ! Essa antiga civilização possui em suas leis civis um avanço científico que foi descoberto pela sociedade apenas no final do século XIX, muito tempo depois de terem recebido suas leis. Até hoje, esse povo está na frente de grandes potências mundiais no que diz respeito a saúde e qualidade de vida, com uma expectativa de vida que é a maior do mundo. Então como dizer que não há nada importante a ser estudado sobre eles?
O meu livro trazia ideias absurdas, como a de que no povo de Israel a mulher era tratada como um objeto! Como ? Se pela lei, a mulher recebia amparo para que após ter dado a luz a um filho, para que passasse tempo descançando ? Coisa que nenhuma sociedade da época fazia! A lei ainda ia mais além em dizer que quando a mulher menstruasse, tinha direito a ficar 07 dias impura, o que quer dizer que não poderia trabalhar. Isso implicava em descanço para ela. Oxalá a nossa sociedade capitalista atual, ainda permitisse que as mulheres tivessem direito a 07 dias de descanso quando estivessem passando por seus dias ruins ..
Se uma mulher ficasse viúva, nunca ficaria desamparada, pois havia leis que davam cobertura á elas. Por exemplo, todo agricultor tinha o dever de deixar sempre uma sobra em suas plantações para as viúvas poderem colher para si e para seus filhos. Havia também uma outra lei, a chamada lei do levirato que possibilitava uma viúva ser resgatada pelo parente mais próximo de seu marido morto. Assim, ele compraria as propriedades que foram do marido e se casaria com a viúva.
É Irônico que o livro ainda ouse dizer que a mulher era tratada como um objeto. Por que não dizer que é a mulher de hoje que é tratada como um objeto? Ora, a televisão mostra mulheres semi nuas dançando. e incutindo nos próprios homens, a visão de que a mulher é só corpo, nada mais. E de repente, vemos homens usando mulheres apenas como objeto de seu prazer! Iludem as mulheres porque tem a visão [inconsciente] de que a mulher só serve pra isso... Pra dar prazer e nada mais. Quer visão mais machista e mais absurda do que essa? Pra mim, isso é bem mais absurdo do que a visão do povo israelita em relação a figura feminina.
O povo de Israel dava valor a família. Eles tinham leis que valorizavam o convívio familiar. Sendo assim, a mulher não era vista apenas como objeto de prazer, ou qualquer outra coisa. Ela era tratada com respeito e dignidade. Os relatos escritos pelo próprio povo mostram isso. Há inclusive um caso escrito, de que um homem de Israel amou uma mulher que era prostituta. Ele casou-se com ela, mas ela logo fugiu de casa. É interessante que ele ao ver que sua amada tinha fugido, não a procurou e a obrigou a ficar, mas a pediu com carinho pra voltar. E assim vez após vez, essa mulher fugia, e ele ia atrás. Veja bem, se a mulher fosse mesmo um objeto, ele teria exercido seu autoritarismo e obrigado que ela ficasse. Mas ele não fez isso, o que prova que a mulher era muito mais que um objeto.
Mas alguém ainda poderia dizer: Ah, mas se a mulher adulterasse, era apedrejada. Siim, mas segundo a lei, não só a mulher, como também o homem que tivesse adulterado com ela. E o propósito da lei, era valorizar a família. Se existe um fato que é gerador da criminalidade atual, é a desestruturação de famílias, e a lei de Israel de alguma forma, evitava isso. Então veja bem, a afirmação de que a mulher era um objeto, não possui base alguma, nas leis do próprio povo, e é absurda.
O povo de Israel tambem possuia leis de saúde impressionantes. Eles não poderiam comer carnes como de porco, também não poderiam comer gordura. nem sangue. Além disso, não poderiam tocar em cadáveres, tanto de animal. quanto humano.
Hoje a ciência prova que a carne de porco é perigosa, aumenta o colesterol e abriga uma bactéria chamada Taenia soliun, que pode levar o indivíduo a morte.
Quanto a não pegar em cadáveres, é claro a intenção dessa lei! Já que em um mundo que desconhecia os seres microsópicos, muitas doenças perigosas eram adquiridas assim, entrando em contato com algum animal ou pessoa morta.
De repente, começo a entender porque o meu livro não quer tratar desses assuntos... Escrever todas essas coisas impressionantes, sobre um povo, que ironicamente era monoteísta, e acreditava em Deus, daria brecha a uma contradição absurda que provém do fato de não haver como explicar um avanço tão grande no quesito saúde e organização social em relação ao mundo da época . Já que os israelitas logicamente não possuiam qualquer tipo de microscópios ópticos ou eletrônicos que permitissem sequer um vislumbre de observação dos microorganismos causadores de tantas doenças, que suas leis previniam. Como meu livro conseguiria explicar esse fato, sem recorrer a existência (a qual os próprios relatos hebreus mencionam) de um Ser supremo e inteligente que tinha conhecimento sobre seres microscópicos que o mundo da época nem sonhava que poderiam existir? Provavelmente, meu livro precisaria recorrer a teorias absurdas. Quem sabe não formulariam a hipótese de que as leis desse povo surgiu por geração expontânea, ou que elas foram resultado de uma evolução que durou milhares de anos? Se eles afirmam que a complexidade da vida surgiu assim, não me admiraria que fossem capazes de afirmar que as leis israelitas surgiram da mesma forma. Quem sabe não foram microorganismos que se fossilizaram em uma folha de papiro, e com a ação do sol, os seus corpos fossilizados formaram letras que deram origem a palavras, estas deram origem a frases, que por fim, deram origem as leis? (kkkk)
É, Pra que não precisassem recorrer a esse tipo de teoria, preferem esconder, omitir a verdade. E nós, alunos, achamos que estamos aprendendo alguma coisa, quando toda a informação que estamos recebendo, não passa de uma tentativa louca de tirar Deus do quadro. Só que ao fazerem isso, não conseguem perceber que o quadro para de fazer sentido. Parece que falta algo. Mas ninguém se questiona, as pessoas aceitam tudo , sem parar pra pensar no que estão aceitando. Se fossem capazes de pensarem por si só, veriam que muito do que aceitam não faz o menor sentido.
Se a ciência deseja ser verdadeira, deve considerar todas as hipóteses possíveis, e não exclui-las simplesmente por tabus.
"A ciência frequentemente se dá ao luxo de discutir diversas especulações e hipóteses, como a existência de outros universos além do nosso ou a vida se originando completamente por si. Se quiser ser coerente, a ciência deve também estar disposta a considerar a possibilidade de que existe um Deus . Com essa mentalidade imparcial, a ciência, considerando Deus uma hipótese provável, poderia enfim encontrá-Lo." Ariel A. Roth