domingo, 11 de agosto de 2013

Flor dos sonhos

Hoje acordei sentindo-me frágil. Algo a ver com as flores dos sonhos que permearam de expectativas minha infância. Aquelas que me diziam ter o poder mágico de realizar meus sonhos caso eu espalhasse suas pétalas brancas com o sopro de minha boca. E eu as soprava, e o menor esforço espalhava pequenas pétalas sem rumo, que poderiam ir a qualquer lugar carregadas de sonhos infantis. Hoje acordei sentindo-me uma flor dos sonhos. Aquelas pétalas brancas com cor de algodão pareciam ser eu-inteira até que o menor vento soprasse em mim-. Tive medo. De onde viria o vento que sopraria e me espalharia sem rumo a qualquer lugar? De onde viria o vento que esfacelaria meus sonhos – infantis ou maduros-? De repente me vi impotente. De repente eu era frágil. 
Foi quando minha frágil condição tornou-se alvo de milagres. São momentos nos quais a solidão e a incerteza permitem a atuação dAquele que traz em si a vida que me sustém. Ele tomou em Suas mãos minha flor dos sonhos, a protegeu de ventos alheios que lhe tirariam o rumo e soprou nela seu vento. Milagre. Eu já não estava assim tão solta. O vento que Ele soprou em mim me levaria ao rumo certo. Aos poucos meus medos se dissipam. Não como uma transformação mágica e repentina, mas a medida que compreendo que o sopro dEle habita em mim e que a vida que pulsa em mim é dirigida por Ele. Minha pequena flor dos sonhos descansou segura em mãos dEle. Hoje aprendi que posso ser forte.